quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia Internacional da Mulher


não gosto de dias internacionais
ainda que hoje to dediquem Mulher,
porque venerar-te nunca é demais
e adorar-te sempre que se quiser.
onde acharíamos olhares tão doces
capazes de abrir num instante
os tremendos invernos das nossas manhãs?
que seria de nós se tu não fosses
deusa das nossas vidas,
mãe dos nossos filhos em intensos afãs,
companheira e amante
sempre presente nas horas proibidas
quando fazes da ternura
a única regra das nossas manhãs.
feiticeira meiga que mistura
feitiço e paixão com um pouco de suor,
és tu quem nos pinta os sonhos
das cores da aurora dos dias de verão.
gosto quando fazes de malvada:
finjo um ar atrapalhado
porque sou algo desorganizado.
faço de conta que não é nada
porque trazes no ser a fragilidade da lua
e a tristeza das flores, de todas as flores
que perdem para ti em beleza.
vivemos por causa tua
a cada minuto novas dores,
expressão da nossa fraqueza,
mas fonte eterna de grandes amores.