
Invejo a chuva que cai:
queria ser eu a molhar-te a pele.
Invejo a brisa que vai
(se ao menos fosse eu no seu lugar)
para te ondular os cabelos
na suavidade destes dedos de amar!
Não invejo os olhos que te vêem,
que os meus têm-te se os abro
e sobretudo se os fecho.
Invejo a nuvem que te cobre
e a noite que desce em mim.
Invejo a praia a que te dás, meu mar;
o verde que torna ao jardim
e o sol que se atreve a brilhar!
Desejo-te naquele jeito perfeito
e roubo-te para num momento te fechar
eternamente no meu peito.

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