domingo, 3 de dezembro de 2017
Não há tempo quando a vontade quer,
nem distância nem esquecimento.
Cada um de nós sabia,
por desígnio dos astros no firmamento,
que em qualquer lugar, um dia,
numa daquelas tardes de momentos incertos,
virias por mim
e eu te reconheceria ao fechar em ti
os meus braços abertos.
- Por onde andaste este tempo todo?
Fecharei as lágrimas
que teimarão em brilhar nos olhos deste rosto,
que serão as tuas mãos a afagar,
e sentirás o tremor do meu corpo
que, em vão, procurarei disfarçar.
Renasceremos no nosso abraço,
nas memórias da doçura do olhar
que te dizia como és linda
e falar-me-ás na linguagem
que as nossas bocas desejavam,
aquela que tem o gosto do calor e da paixão.
Seremos o espelho do tempo, um do outro,
e as minhas mãos,
não mais se sentirão órfãs de ti.
Ainda que ao longe,
saberei sempre que tu estás lá, e em mim,
nesse lugar nos confins do silêncio,
onde os sonhos e o tempo caminham a par.
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